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2009
63% dos jovens trabalham sem concluir o ensino médio
Author: Sue Ellen Calvario Halmenschlager
Apesar dos avanços registrados nos últimos dez anos, quase dois terços dos jovens de 18 a 24 anos no Brasil ingressam no mercado de trabalho sem ter concluído o ensino médio. Segundo a Síntese de Indicadores Sociais, divulgada ontem pelo IBGE, o percentual de brasileiros nesta faixa que havia, pelo menos, concluído o nível médio foi de 37% em 2008.
Olhando para trás, o avanço foi significativo, pois a taxa, que estava em 18% em 1998, dobrou em um período de dez anos. Apesar da melhoria, o Brasil ainda está distante do padrão de países desenvolvidos, tendo avançado em ritmo menor em relação a algumas nações.
Para o economista Fernando Veloso, do Ibmec/RJ, a meta de ter 100% dos jovens com o ensino médio completo está distante de ser atingida até por países ricos. No atual ritmo, o Brasil só atingirá daqui a 30 anos, diz Veloso, o nível atual de escolaridade e acesso ao ensino médio do Chile.
Ele afirma que o Brasil poderia ter objetivos mais realistas, inspirados em países de perfil parecido, como no caso chileno, onde, segundo a OCDE (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico), 64% da população de 25 a 34 anos tem nível médio completo. O Brasil, trabalhando com esse mesmo recorte de idade, tem 26 pontos a menos.
“Todos os países têm melhorado. A questão é ver a velocidade. Os dados da OCDE mostram que, comparando duas gerações num mesmo país, nosso progresso ainda é menor, por exemplo, que o de Coreia, Irlanda, Chile, Grécia e Portugal’’, afirma Veloso.
Para Célio da Cunha, consultor em educação da Unesco no Brasil, os dados do IBGE ressaltam a urgência de ampliar a obrigatoriedade de frequentar a escola até o ensino médio. Hoje, a Constituição considera como obrigatória só a matrícula no ensino fundamental.
“A Irlanda, há 20 anos, tomou a decisão de universalizar o ensino médio. Com o processo de globalização, as exigências de qualificação são cada vez maiores. O Brasil deve se esforçar para também estabelecer como mínimo o nível médio’’, declara Cunha.
Ana Lúcia Sabóia, gerente do IBGE, diz que as principais dificuldades de universalizar o ensino médio são a complexidade que ele demanda (mais professores, equipamentos etc.) e o fato de ser, no Brasil, exclusivamente competência dos estados – o fundamental é atribuição das prefeituras.
Desigualdades
Outros dados relativos à educação na pesquisa divulgada ontem pelo IBGE seguem a mesma tendência de melhoria, mas ainda num patamar distante do ideal.
Na faixa etária de 15 a 17 anos, em que o jovem deveria estar cursando o ensino médio se não houvesse atraso em sua trajetória escola, 51% estavam no nível adequado para sua idade. Em 1998, a proporção era de 30%.
Neste indicador, como em outros, a desigualdade é significativa. Considerando apenas jovens de 15 a 17 anos que estavam entre os 20% mais pobres da população, a proporção de frequência ao ensino médio era de 31%, o que significa que 69% ou estavam ainda no ensino fundamental ou já haviam abandonado os estudos.
Já entre os 20% mais ricos, a proporção dos jovens no nível médio chegou a 78%.
A pesquisa aponta que 8% das crianças de 9 anos de idade ainda não haviam sido alfabetizadas. No Nordeste, essa proporção chegava a 16%. A comparação das taxas de alfabetização por idade mostra que a maioria dessas crianças acaba aprendendo a ler e escrever mais tarde, já que aos 14 anos a proporção de analfabetos é de apenas 1%. Uma alfabetização tardia, no entanto, prejudica o desempenho em todas as disciplinas, e não apenas na alfabetização.
Fonte: Folhapress, publicado pela Gazeta do Povo
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O ministro da Educação, Fernando Haddad, disse na manhã desta quinta-feira (1) ao Bom Dia Brasil, da TV Globo, que será feita uma investigação para saber em que momento da impressão da prova do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) aconteceu o vazamento. Segundo ele, há fortes indícios de que “houve a subtração de um exemplar” da prova. O teste, que ocorreria no próximo fim de semana, foi cancelado na madrugada desta quinta-feira.
“Este exemplar da prova está comprometido. A equipe técnica constatou que o material correspondia a alguns itens da prova. Será feita uma investigação para identificar em que momento da impressão da prova um exemplar foi furtado. É a primeira vez que [isso] aconteceu em uma prova do Enem”, afirmou. “Nós vamos ter que fazer junto ao consórcio [que aplica o exame] uma investigação para chegar aos responsáveis e prendê-los. Isso não pode acontecer, em virtude da vigilância severa.”
Segundo o ministro, outra prova será realizada assim que se concluir a impressão das novas questões. Haddad disse que ficou “feliz” pelo fato de os estudantes não terem feito a prova. “Em primeiro lugar eu fico feliz não terem feito a prova, você imagina o que seria cancelar a prova depois de realizá-la. Seria um trauma muito grande [para os alunos]”, disse o ministro. “Quem está inscrito permanece inscrito, basta aguardar nova data. [O estudante] deve usar o tempo que ganhou com esse incidente para estudar.”
Inep
O presidente do Instituto Nacional de Pesquisas Educacionais (Inep), Reynaldo Fernandes, disse ao G1, por telefone, que, a princípio, o órgão não cogita mudanças em sua diretoria por causa do vazamento. Fernandes, que estava em São Paulo, a caminho de Brasília para participar da entrevista que o ministro deve conceder no final desta manhã.
Cancelamento
O MEC cancelou a prova, informou a assessoria de comunicação social do MEC, que confirmou também que a decisão partiu do ministro Fernando Haddad, após conhecer denúncia feita pelo jornal “O Estado de São Paulo”, de que a prova teria vazado.
Haddad concederá entrevista nesta quinta, na sede do MEC, em Brasília, para explicar os procedimentos com relação ao Enem. O MEC tem uma segunda versão da prova, mas ainda não está confirmado se essa versão poderá ser utilizada.
Cerca de 4,1 milhões de candidatos realizariam o exame. A expectativa do MEC é realizar a próxima prova, que tem como responsável o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep), em 45 dias.
O jornal “O Estado de São Paulo” denunciou que foi procurado por um homem que disse ter as duas provas que seriam aplicadas no sábado (3) e no domingo (4), e que queria vender o material por R$ 500 mil.
Fonte: G1
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Este vídeo ganhou o prêmio de melhor vídeo sobre Educação Sexual da Organização Mundial de Saúde.
Na minha opinião, ele deve ser veiculado para jovens e adolescentes a partir de 16 anos, mas é uma boa ferramenta educacional.
Confira!
Posted in: Dicas, Vídeos | Tags: Vídeo sobre Educação Sexual |
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